A 13 de Junho de 2000, defrontaram-se pela primeira vez na fase final de um Europeu duas seleções saídas da antiga Jugoslávia. O resultado foi um drama à moda dos balcãs.
2016-06-13

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2000

O Europeu de 2000 trouxe a primeira partida entre nações componentes da antiga Jugoslávia numa fase final de uma grande competição. Defrontaram-se a Sérvia – que por ainda ter montenegrinos deva pelo nome antigo de Jugoslávia – e a Eslovénia, uma das nações que nunca se envolveu muito na guerra da secessão. O jogo acabou empatado a três golos, foi dramático, com emoção e golpes de teatro que são uma especialidade balcânica, e teve em campo vários jogadores com passagem pelo campeonato português. Talvez por isso, a UEFA chamou para o arbitrar o português Vítor Pereira, como pode confirmar aqui: https://www.youtube.com/watch?v=saBXTZC20Ks.

Vítor Pereira mostrou um cartão vermelho ao sérvio Mihajlovic, numa altura em que a Eslovénia já ganhava por 3-0. O líbero jugoslavo estava de cabeça perdida por ter sido ele a oferecer ao ex-vimaranense e portista (e futuro benfiquista) Zahovic a bola com que este fez o terceiro golo, ao mesmo tempo segundo da sua conta pessoal, e empurrou um adversário sem bola, vendo o segundo amarelo. Como Zahovic já tinha marcado o primeiro golo e batido o livre do qual o futuro portista Pavlin fizera o segundo, foi eleito o homem de um jogo que parecia arrumado com vitória eslovena. Só que a Jugoslávia (com o ex-portista Krajl, o futuro benfiquista Dudic e o ainda portista Drulovic no onze de Boskov) foi buscar forças onde ninguém supunha que elas existissem e ainda chegou ao empate. Milosevic fez dois golos, um deles a passe de Drulovic, que marcou ele mesmo, de trivela, o outro tento. O 3-3 deixava os eslovenos com uma sensação de perda da qual nunca chegaram a recuperar: perderam depois com a Espanha e empataram com a Noruega, acabando em último lugar de um grupo no qual a Jugoslávia ficou em segundo lugar, mas apenas para ser goleada pela Holanda nos quartos-de-final.

Também neste dia.

Em 2012 – Jogo decisivo para as aspirações de Portugal no Europeu da Polónia e da Ucrânia. Os portugueses tinham perdido o primeiro desafio, com a Alemanha, enquanto a Dinamarca tinha ganho à Holanda. Qualquer resultado que não fosse a vitória naquele 13 de Junho, em Lviv, complicaria muito a tarefa à equipa de Paulo Bento. E depois de um começo excelente, com golos de Pepe e Postiga a levarem a seleção para o 2-0, os dinamarqueses chegaram ao empate, graças a um bis de Bendtner. A seis minutos do fim, Paulo Bento trocou Raul Meireles por Varela, que aos 87’ apareceu no destino de um cruzamento de Coentrão. Falhou o primeiro remate, de pé esquerdo, mas a bola ficou ali a saltitar e ele deu-lhe de pé direito, marcando o 3-2 que deixou Portugal na corrida para os quartos-de-final.

 

Em 1984 – A Bélgica, que hoje dá os primeiros passos na sua caminhada neste Europeu, também se estreou a 13 de Junho no Europeu de 1984. Na altura defrontava a Jugoslávia, tendo ganho com relativa facilidade por 2-0, graças a golos de Vandenbergh e Grun ainda na primeira parte. Os belgas, que tinham sido finalistas na edição anterior, confirmavam o favoritismo à passagem às meias-finais, num grupo que também tinha França e Dinamarca, mas acabaram por sucumbir com mais duas derrotas: um pesado 5-0 da França e um 3-2 de virada da Dinamarca, que assim surpreendia e seguia em frente.